Transparência
Como o nosso teste funciona
Esta página explica, sem jargão inflado, como criamos as questões, como calculamos a pontuação e — tão importante quanto — o que este teste não é.
1. Em que as questões se inspiram
As 20 questões do iqtee.org são criadas pela nossa equipe editorial, inspiradas nos tipos de tarefa consagrados pela literatura psicométrica pública — em especial o modelo Cattell-Horn-Carroll (CHC) e os formatos clássicos de instrumentos como as Matrizes Progressivas de Raven. O teste exercita quatro áreas:
Compreensão Verbal
Questões de significado, analogia linguística e classificação de conceitos — o tipo de tarefa associado à inteligência cristalizada.
Raciocínio Fluido (Gf)
Sequências e padrões inéditos que não dependem de conhecimento prévio — o formato clássico de matrizes e séries.
Raciocínio Viso-Espacial
Percepção de formas, agrupamento geométrico e rotação mental de figuras simples.
Raciocínio Quantitativo
Problemas práticos com quantidades, proporções e aritmética elementar, resolvíveis sem fórmulas avançadas.
Como o teste não tem limite de tempo e é respondido sem supervisão, ele não mede memória de trabalho nem velocidade de processamento — dois domínios que exigem tarefas cronometradas e aplicação controlada.
2. Como a pontuação é calculada (a fórmula completa)
Preferimos mostrar a mecânica exata a escondê-la atrás de termos técnicos. Cada questão tem um peso editorial definido pela nossa equipe conforme a dificuldade pretendida — não por calibração estatística em amostra populacional:
- Questões 1–5 (peso 1.0): categorizações e lógica introdutória.
- Questões 6–15 (peso 1.5): padrões numéricos, analogias geométricas e manipulações intermediárias.
- Questões 16–20 (peso 2.0): matrizes, rotações espaciais e problemas de múltiplas etapas.
A soma máxima possível é 30 pontos ponderados. Sua soma de acertos ponderados é projetada linearmente em uma faixa de exibição de 70 a 145: acertar tudo resulta em 145, metade dos pontos ponderados fica em torno de 107, e assim por diante. É uma escala ilustrativa, desenhada para lembrar o formato familiar do QI (média 100, desvio-padrão 15) e facilitar a leitura do seu desempenho relativo às dificuldades — não uma posição real na população.
3. O que este teste não é
- Não é um QI psicométrico. Não realizamos normatização com amostra representativa, nem estudos de fidedignidade (consistência interna, reteste) ou validade. Sem esses passos, nenhuma pontuação — nossa ou de qualquer teste online — é um "QI" no sentido técnico.
- O "100" da nossa escala não é a média dos participantes. É uma convenção de exibição herdada da escala clássica de QI, não um resultado empírico deste teste.
- Não serve para fins formais. Diagnóstico, laudos, admissão em sociedades de alto QI e decisões educacionais exigem instrumentos validados (como WAIS ou Raven) aplicados por profissional de psicologia habilitado.
- É uma ferramenta recreativa e educativa. O valor está em conhecer os formatos de questão, exercitar o raciocínio e ler as resoluções comentadas de cada item.
Para entender como funciona a escala de QI real — normatização, percentis e margem de erro —, veja o que é QI e o guia de pontuação.
4. Inspirações teóricas
Os formatos de questão seguem estruturas descritas na literatura pública de psicometria:
- Modelo Cattell-Horn-Carroll (CHC): a taxonomia de capacidades amplas que orienta a divisão das nossas categorias de questão.
- Matrizes Progressivas de Raven: referência clássica para itens não-verbais de raciocínio fluido.
- Escalas Wechsler (WAIS): inspiração para os formatos de analogia verbal e raciocínio quantitativo.
Nota: citar essas referências significa que nos inspiramos nos seus formatos de tarefa — não que este teste tenha sido validado ou endossado por seus autores ou editoras. Feedback sobre questões e metodologia é bem-vindo em [email protected].